9ª Semana do Tempo Comum – Segunda-feira, 1 de Junho de 2026

Confira as leituras bíblicas, o Evangelho, o Salmo e o Santo do dia para abastecer sua alma com fé.

Por meio de tudo isso nos foram dadas as preciosas promessas,
a fim de que vos tornásseis participantes da natureza divina.

Leitura da Segunda Carta de São Pedro 1,2-7

Caríssimos,
2 graça e paz vos sejam concedidas abundantemente,
porque conheceis Deus e Jesus, nosso Senhor.
3 O seu divino poder nos deu tudo o que contribui
para a vida e para a piedade,
mediante o conhecimento daquele que,
pela sua própria glória e virtude, nos chamou.
4 Por meio de tudo isso nos foram dadas
as preciosas promessas, as maiores que há,
a fim de que vos tornásseis

participantes da natureza divina,
depois de libertos da corrupção,
da concupiscência no mundo.
5 Por isso mesmo, dedicai todo o esforço
em juntar à vossa fé a virtude,
à virtude o conhecimento,
6 ao conhecimento o autodomínio,
ao autodomínio a perseverança,
à perseverança a piedade,
7 à piedade o amor fraterno
e ao amor fraterno, a caridade.
Palavra do Senhor.

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Salmo responsorial  Sl 90(91),1-2.14-15ab.15c-16 (R. 2b)
R. Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.
1 Quem habita ao abrigo do Altíssimo *
e vive à sombra do Senhor onipotente,
2 diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, *
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. R.
14 “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo *
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
15a Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, *
  b a seu lado eu estarei em suas dores R.
  c Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, †
16 vou conceder-lhe vida longa e dias plenos, *
e vou mostrar-lhe minha graça e salvação”. R.
Aclamação ao Evangelho  Cf. Ap 1,5ab
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Jesus Cristo, a fiel testemunha,
    primogênito dos mortos,
    nos amou e do pecado nos lavou,
    em seu sangue derramado.

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Agarraram o filho querido, o mataram,
e o jogaram fora da vinha.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,1-12

Naquele tempo,
1 Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes,
mestres da Lei e anciãos, usando parábolas:
“Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar
e construiu uma torre de guarda.
Depois arrendou a vinha a alguns agricultores,
e viajou para longe.
2 Na época da colheita,
ele mandou um empregado aos agricultores
para receber a sua parte dos frutos da vinha.
3 Mas os agricultores pegaram no empregado,
bateram nele,
e o mandaram de volta sem nada.
4 Então o dono da vinha
mandou de novo mais um empregado.
Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram.
5 Então o dono mandou ainda mais outro,
e eles o mataram.
Trataram da mesma maneira muitos outros,
batendo em uns e matando outros.
6 Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido.
Por último, ele mandou o filho
até aos agricultores,
pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’.
7 Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros:
‘Esse é o herdeiro.
Vamos matá-lo, e a herança será nossa’.
8 Então agarraram o filho, o mataram,
e o jogaram fora da vinha.
9 Que fará o dono da vinha?
Ele virá, destruirá os agricultores,
e entregará a vinha a outros.
10 Por acaso, não lestes na Escritura:
‘A pedra que os construtores deixaram de lado,
tornou-se a pedra mais importante;
11 isso foi feito pelo Senhor
e é admirável aos nossos olhos’?”
12 Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus,
pois compreenderam
que havia contado a parábola para eles.
Porém, ficaram com medo da multidão
e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.
Palavra da Salvação.

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São Justino, filósofo e mártir

Conseguir conhecer a Deus face a face é possível, mas esta pessoa, como São Justino, de mente aguda e alma sensível, teve que partir de longe, como pagão. Ele viveu na Samaria, no século I d.C., e cresceu nutrindo-se de filosofia. Os mestres do pensamento grego foram aquela luz que acompanhou o Santo na sua busca do Ser infinito, que seduz pelo conhecimento e que, se pudesse, chegaria perto e até o explicaria com a força da racionalidade.

Decepcionado com as filosofias

A “visão de Deus”, para Justino, é a finalidade da filosofia. Mas, qual corrente de pensamento é capaz de chegar pelo menos perto? O samaritano de Flávia Neópolis, sua cidade natal, bateu à porta de estoicos e pitagóricos. Porém, ninguém soube oferecer-lhe um meio para atingir aquela sua meta tão ambiciosa. O coração de Justino aqueceu-se um pouco mais ao encontrar um pensador platônico. E, decidido a prosseguir nesta busca, distante do barulho das cidades, escreveu: “O conhecimento das realidades integradas e a contemplação das ideias excitavam a minha mente…”.

Pode falar de Deus quem o conhece

No lugar retirado que escolheu, – descreve em seu “Diálogo com Trifão”, – encontrou uma pessoa idosa com quem discutiu sobre a pessoa de Deus. Porém, o esforço de se chegar a uma definição perfeita viola o obstáculo de uma consideração: se um filósofo, – observa o idoso, – nunca viu nem ouviu a voz de Deus, como pode ter, sozinho, uma ideia sobre Ele? Então, o diálogo prossegue em direção aos Profetas: falaram de Deus, durante séculos, e profetizaram, em seu nome, sobre a vinda do Filho de Deus ao mundo. Eis a reviravolta da sua vida: Justino converteu-se ao cristianismo e, por volta do ano 130, em Éfeso, recebeu o Batismo.

O gênio a serviço do Evangelho

Com o passar do tempo, Justino se desloca para Roma, onde funda uma escola filosófica, e se torna um anunciador incansável de Cristo entre os estudiosos pagãos. Escreve e fala de Deus que, finalmente, conseguiu conhecer, mediante a categoria e a linguagem dos filósofos. Utilizou, sobretudo, sua inteligência e habilidade dialética em defesa dos cristãos perseguidos, como demonstram as suas duas “Apologias”. Justino ataca, de modo particular, os caluniadores da sua profissão, mas o confronto em público com o filósofo Crescente, – anticristão férreo, apoiado pelo poder, – foi fatal. Justino foi preso, por ironia do destino, como “ateu”, isto é, como subversor e inimigo do Estado. Assim, foi decapitado, com outros seis companheiros, por volta de 165, sob o império de Marco Aurélio.

Inesquecível por mais de dois mil anos

A fama do missionário-filósofo, do qual se deve a mais antiga descrição da liturgia eucarística, torna-se eterna. Inclusive o Concílio Vaticano II citou seu ensino em dois grandes documentos: a “Lumen gentium” e a “Gaudium et spes”. Para Justino, o cristianismo é a manifestação histórica e pessoal do Logos na sua totalidade. Por isso, afirmou: “Tudo o que de bom foi dito, por qualquer um, pertence a nós, cristãos”.

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