13ª Semana do Tempo Comum – Segunda-feira, 29 de Junho de 2026

Confira as leituras bíblicas, o Evangelho, o Salmo e o Santo do dia para abastecer sua alma com fé.

Pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres.

Leitura da Profecia de Amós 2,6-10.13-16

6 Isto diz o Senhor:
“Pelos três crimes de Israel,
pelos seus quatro crimes,

não retirarei a palavra:
porque eles vendem o justo por dinheiro
e o indigente, pelo preço de um par de chinelos;
7 pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres,
e impedem o progresso dos humildes;
filho e pai vão à mesma mulher,
profanando meu santo nome;
8 deitando-se junto a qualquer altar,
usando roupas que foram entregues em penhor,
bebem vinho à custa de pessoas multadas,
na casa de Deus.
9 Entretanto, eu tinha aniquilado,
diante deles, os amorreus,
homens espadaúdos como cedros
e robustos como carvalhos,
destruindo-lhes os frutos na ramada
e arrancando-lhes as raízes.
10 Fui eu que vos fiz sair da terra do Egito
e vos guiei pelo deserto,
durante quarenta anos,
para ocupardes a terra dos amorreus.
13 Pois bem, eu vos calcarei aos pés,
como calca o chão a carroça carregada de feixes;
14 o mais ágil não conseguirá fugir,
o mais forte não achará força,
o valente não salvará a vida;
15 o arqueiro não resistirá de pé,
o corredor veloz não terá pernas para escapar,
nem se salvará o cavaleiro;
16 o mais corajoso dentre os corajosos
fugirá nu, naquele dia”,
diz o Senhor.
Palavra do Senhor.

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Salmo responsorial
Sl 49(50),16bc-17.18-19.20-21.22-23 (R. 22a)

R. Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

16b “Como ousas repetir os meus preceitos *
   c
e trazer minha Aliança em tua boca?
17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios! R.

 

18 Quando vias um ladrão, tu o seguias *
e te juntavas ao convívio dos adúlteros.
19 Tua boca se abriu para a maldade *
e tua língua maquinava a falsidade. R.

 

20 Assentado, difamavas teu irmão, *
e ao filho de tua mãe injuriavas.
21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos. R.

 

22 Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, †
para que eu não arrebate a vossa vida, *
sem que haja mais ninguém para salvar-vos!
23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus”. R.

 

Aclamação ao Evangelho
Sl 94(95),8ab

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:

    Não fecheis os corações como em Meriba!

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Segue-me!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,18-22

Naquele tempo,
18 Vendo uma multidão ao seu redor,
Jesus mandou passar para a outra margem do lago.
19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse:
“Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.
20 Jesus lhe respondeu:
“As raposas têm suas tocas
e as aves dos céus têm seus ninhos;
mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
21 Um outro dos discípulos disse a Jesus:
“Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”.
22 Mas Jesus lhe respondeu:
“Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
Palavra da Salvação.

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São Pedro

Seu nome era Simão e foi Jesus quem o chamou Pedro. Natural de Betsaida, vivia em Cafarnaum e era pescador no Lago de Tiberíades. O Mestre o convidou a segui-lo, juntamente com seu irmão André; com Tiago e João, testemunharam alguns acontecimentos importantes: a ressurreição da filha de Jairo, a Transfiguração, a agonia no Horto das Oliveiras.

Caminhando ao lado do Messias, Pedro emerge como um homem simples, irrequieto e, às vezes, até impulsivo. Vez por outra, fala e age em nome dos Apóstolos; não hesita em pedir a Jesus explicações e esclarecimentos sobre a sua pregação ou parábolas, como também o interroga sobre várias questões.

Foi o primeiro a responder ao Mestre, diante da pergunta aos discípulos: “Também vocês querem ir embora?”. O Mestre fez esta pergunta depois de falar na Sinagoga de Cafarnaum, suscitando transtorno entre os discípulos; de fato, muitos deles, daquele momento em diante, decidiram não segui-lo mais. Então, Simão Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos? Somente tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,67-68).

A confissão de Pedro

Em Cesareia de Filipe, quando Jesus pergunta aos seus “E vós, quem dizeis que eu sou?”, Pedro afirma: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16). E Jesus lhe disse: “Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,18-19).

Eis o encargo que Pedro recebeu: governar a Igreja. Os Evangelhos revelam que Jesus quis confiar a sua Igreja a um pescador instintivo e com pouca instrução, que, às vezes, não sabia ver a vontade de Deus: ele protestou quando Jesus falou sobre a sua Paixão; não queria que Jesus lhe lavasse os pés na Última Ceia, por ser um gesto tão humilde por parte do Mestre; negou, por três vezes, conhecer Jesus, depois de ser capturado.

No entanto, os Apóstolos reconhecem a função que Jesus lhe confiou e ele toma diversas iniciativas. Na manhã de Páscoa, informado por Maria Madalena que o corpo do Mestre tinha desaparecido do sepulcro, foi lá, às pressas, com outro discípulo. Mas, este, chegando antes que ele, deixa, por respeito, que Pedro entre por primeiro.

A missão de Pedro

Após a Ressurreição, os Apóstolos se reuniam em cenáculos, onde o Mestre, às vezes, lhes aparecia. Cada um retoma a própria vida diária; Pedro, volta a se ocupar da sua barca e redes. Foi precisamente depois de uma noite inteira, sem pescar, que o Mestre lhe aparece mais uma vez (Jo 21,3-7); pede-lhe para apascentar seu rebanho e lhe prediz com qual morte seria glorificado (Jo 21, 15-19).

Depois da Ascensão, Pedro torna-se o ponto de referência dos Apóstolos e dos primeiros seguidores de Cristo; começa a falar em público, a pregar e a fazer curas. Foi convocado, preso e solto, diversas vezes, pelo Sinédrio, obrigado a aceitar a autoridade, com a qual falava; e o povo, entusiasta em torno a ele, aumentava cada vez mais.

Pedro começa a ir, de cidade em cidade, transmitir a Boa Nova. Mas, volta sempre a Jerusalém; ali, certo dia, aparece Paulo a ele e aos outros Apóstolos, falando sobre a sua conversão.

Pedro e Paulo tomam, depois, estradas diferentes, sem poupar esforço nas várias viagens. Porém, ambos sempre se cruzam pelas ruelas de Jerusalém. Pedro confronta-se muito com Paulo, aceita suas observações e considerações; com ele discute também sobre as orientações a serem adotadas pela Igreja nascente. Por fim, os dois Apóstolos voltam a se encontrar em Roma.

Bispo de Roma

Pedro confirma a fé da comunidade cristã e a dirige. Durante a perseguição de Nero, foi preso e, depois, crucificado de cabeça para baixo, por seu desejo. No entanto, Paulo foi condenado à morte e decapitado pelo Tribunal romano. Segundo a tradição, o martírio dos dois pilares da Igreja deu-se no mesmo dia: 29 de junho do ano 67. Pedro morreu no Circo de Nero, na colina Vaticana, e Paulo na Via Ostiense. Sobre suas sepulturas surgiram a Basílica de São Pedro e a Basílica de São Paulo extra Muros.

Fonte: Vatican News

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