Confira as leituras bíblicas, o Evangelho, o Salmo e o Santo do dia para abastecer sua alma com fé.
Vi sair água do lado direito do templo,
e todos os que esta água tocou foram salvos.
Leitura da Profecia de Ezequiel 47,1-9.12
Aclamação ao Evangelho
Sl 50(51),12a.14a
R. Glória a vós, Senhor Jesus,
No mesmo instante, o homem ficou curado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 5,1-16
1 Houve uma festa dos judeus,
e Jesus foi a Jerusalém.
2 Existe em Jerusalém,
perto da porta das Ovelhas,
uma piscina com cinco pórticos,
chamada Betesda em hebraico.
3 Muitos doentes ficavam ali deitados
— cegos, coxos e paralíticos —.
4 De fato, um anjo descia, de vez em quando,
e movimentava a água da piscina,
e o primeiro doente que aí entrasse,
depois do borbulhar da água,
ficava curado de qualquer doença que tivesse.
5 Aí se encontrava um homem,
que estava doente havia trinta e oito anos.
6 Jesus viu o homem deitado
e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe:
“Queres ficar curado?”
7 O doente respondeu:
“Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina,
quando a água é agitada.
Quando estou chegando,
outro entra na minha frente”.
8 Jesus disse:
“Levanta-te, pega a tua cama e anda”.
9 No mesmo instante,
o homem ficou curado,
pegou a sua cama e começou a andar.
Ora, esse dia era um sábado.
10 Por isso,
os judeus disseram ao homem que tinha sido curado:
“É sábado!
Não te é permitido carregar tua cama”.
11 Ele respondeu-lhes:
“Aquele que me curou disse:
‘Pega tua cama e anda’ “.
12 Então lhe perguntaram:
“Quem é que te disse:
‘Pega tua cama e anda?’ “
13 O homem que tinha sido curado não sabia quem fora,
pois Jesus se tinha afastado da multidão
que se encontrava naquele lugar.
14 Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo
e lhe disse:
“Eis que estás curado.
Não voltes a pecar,
para que não te aconteça coisa pior”.
15 Então o homem saiu
e contou aos judeus
que tinha sido Jesus quem o havia curado.
16 Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus,
porque fazia tais coisas em dia de sábado.
Palavra da Salvação.
São Patrício, bispo
Maewyn Succat, seu nome de Batismo, nasceu na Bretanha Romana, entre os anos 385 e 392, em uma família cristã. Com a idade de dezesseis anos, foi sequestrado por um grupo de piratas irlandeses e levado para o norte da Irlanda, onde foi vendido como escravo. Na sua “Confissão”, assinada como Patricius, narra a experiência daqueles anos: «O amor e o temor a Deus cresceram em mim, como também a fé. Em um dia, rezava uma centena de orações; à noite, quase o mesmo tanto. Rezava nos bosques e nas montanhas, até antes da aurora. “Nem a neve, nem o gelo, nem a chuva me extraviavam».
Após seis anos de prisão, Patrício teve um sonho premonitório que a sua liberdade era iminente; obedecendo a visão, que teve de noite, enquanto dormia, escapou da vigilância e percorreu cerca de 200 quilômetros a pé até chegar ao litoral. Ali conseguiu atrair a compaixão de alguns marinheiros, que o levaram consigo e o reconduziram à Bretanha, onde pôde abraçar a sua família.
Poucos anos depois, Patrício teve outra visão, que a descreveu sempre em suas “Confissões”: «Vi um homem que vinha em minha direção, como se estivesse vindo da Irlanda; ele se chamava Vitorico e trazia consigo algumas cartas e me entregou uma. Li a primeira linha, que dizia: “Invocação dos irlandeses”. Enquanto a lia, parecia ouvir as vozes dos que moravam na floresta de Vocluto – o lugar da sua prisão, perto do mar ocidental; – parecia que estavam me implorando, chamando-me “jovem servo de Deus”, para que eu fosse até lá».
Esta visão reanimou Patrício a prosseguir seus estudos de formação, vindo a ser ordenado sacerdote por Dom Germano, Bispo de Auxerre. No entanto, ainda não havia chegado a hora de realizar seu sonho de evangelizar a Irlanda. A sua candidatura ao ministério episcopal, em vista do seu envio à Irlanda, foi-lhe negada por causa de uma sua presumível falta de preparação, devido à irregularidade dos estudos. Este desgosto permaneceu por muito tempo em Patrício, que admitiu em suas “Confissões”: «Não estudei como os outros, que se nutriram, de igual medida, do direito de aprender a Sagrada Escritura, por terem aperfeiçoado a língua, desde a infância. Eu, ao invés, tive que aprender uma língua estrangeira. Alguns me acusam de ignorância e de falar de modo gago; mas, na verdade, dizem que os que falam de modo gago aprendem, rapidamente, a falar de paz».
Finalmente, em uma data desconhecida, entre os anos 431 e 432, Patrício foi consagrado Bispo da Irlanda pelo Papa Celestino I. Assim, chegou a Slane em 25 de março de 432. O Bispo que o havia precedido, Dom Palladio, tinha regressado desanimado à sua pátria, após menos de dois anos de missão. Logo, Patrício teve que enfrentar sérias dificuldades: o chefe de uma das tribos dos druidas procurou matá-lo; por isso, foi preso por sessenta dias.
Apesar das tribulações, Patrício continuou sua obra missionária, por quarenta anos, conseguindo converter milhares de irlandeses, implantando a vida monacal e fixando a sede episcopal em Armagh.
Segundo a tradição, São Patrício usava explicar o mistério da Santíssima Trindade mostrando um trifólio, no qual três folhinhas são interligadas por uma única haste. O primeiro testemunho disso remonta ao ano 1726, mas esta tradição poderia ter raízes bem mais antigas.
As imagens de São Patrício o representam, muitas vezes, com uma cruz, em uma mão, e um trifólio, na outra. Por isso, hoje, o trifólio é o símbolo da festa de São Patrício, que se celebra em 17 de março, dia da sua morte, ocorrida em 461, em Saul. Seus restos mortais foram trasladados para a catedral de Down, que, desde então, passou a ser chamada Downpatrick.
Fonte: Vatican News
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