Meu nome é Marcelo Beltrame. Escrevo com o coração tomado pela saudade, mas também pela gratidão, para compartilhar a história de fé da minha avó, Izabel Anezio Beltrame, que faleceu em 2 de agosto de 2026, um domingo, Dia do Senhor, aos 82 anos. Em 2006, após mais de quarenta anos de matrimônio, minha avó perdeu seu esposo. Foi em meio à dor da viuvez que encontrou, no programa Experiência de Deus, o conforto e a força de que tanto precisava. Desde então, o senhor passou a fazer parte de sua vida. Todos os dias, das dez às onze horas, ela estava fielmente ao lado do rádio. Retirava a água da geladeira, preparava o suco e destampava os recipientes para receberem a bênção. Mesmo durante os afazeres domésticos, acompanhava atentamente cada oração, testemunho e ensinamento. Poucos meses depois, tornou-se associada da Obra Evangelizar, contribuindo mensalmente e participando de todas as campanhas, sempre com muita fé. Minha avó era uma mulher extraordinária em sua simplicidade. Amava e cuidava de todos, sem jamais buscar reconhecimento. Sua humildade era tão grande quanto sua fé. Por causa do trabalho, eu só conseguia acompanhar o programa com ela aos sábados e feriados. Mas, quando chegava em casa, sempre havia uma história para contar: um testemunho emocionante ou alguma palavra do senhor que havia tocado seu coração. O programa terminava às onze horas, mas continuava vivo dentro dela. Em 2022, durante uma viagem de estudos a Curitiba, visitei o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e comprei um terço de Jesus das Santas Chagas para presenteá-la. Quando entreguei, ela confessou que desejava muito aquele terço, mas ficou com dó de me pedir. Sua felicidade foi imensa! A partir daquele dia, mostrava o presente a todos que chegavam à sua casa, orgulhosa por ter um terço igual ao que o senhor utilizava em suas orações. Nos últimos anos, acompanhava com grande preocupação e esperança a campanha da Terra Prometida. Rezava para que o projeto fosse concretizado e contribuía fielmente com os boletos das campanhas. Quando algum atrasava pelos Correios, ficava aflita. Precisávamos solicitar uma segunda via pelo WhatsApp, pois ela não queria deixar de, como dizia carinhosamente, "pagar o padre". Deus lhe concedeu a alegria de ver a campanha da Terra Prometida alcançar seu objetivo. Também recebeu a estampa de Jesus das Santas Chagas, mimo de 2026, que ainda conseguiu segurar em suas mãos antes de ser hospitalizada. Pouco depois, em 2 de agosto, fez sua passagem para a eternidade. Aquele terço que lhe presenteei, juntamente com a medalha de Jesus das Santas Chagas recebida da Obra Evangelizar, acompanhou-a em sua despedida. Hoje, sentimos uma saudade imensa de sua voz, suas histórias, suas orações e dos momentos simples que compartilhávamos. Mas permanece seu maior legado: a fé, o amor, a humildade e a confiança inabalável em Deus. Padre Reginaldo, obrigado por ter sido instrumento de Deus na vida de minha avó durante aproximadamente vinte anos. A Obra Evangelizar levou consolo ao coração de uma viúva e permaneceu ao seu lado até o último dia de sua vida. E esse legado não terminou com sua partida. Desde agosto de 2026, sou eu, seu neto, quem continua contribuindo mensalmente para a Obra Evangelizar, ainda em nome dela. Também tenho distribuído centenas de medalhas de Jesus das Santas Chagas, em agradecimento por tantas graças recebidas. É minha maneira de honrar sua memória e continuar a missão que ela tanto amava. Que Jesus das Santas Chagas continue abençoando seu sacerdócio e toda a Obra Evangelizar. Reze por nós e por minha querida avó. Com eterna gratidão,
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